O CÉREBRO E A NICOTINA
O QUE É A NICOTINA?
Nicotina é um alcalóide, ou seja, uma substância orgânica nitrogenada existente nas plantas e em alguns fungos, ela é encontrada nas folhas do tabaco, como na Nicotiana tabacum. O principal ativo das folhas de tabaco é a própria nicotina, ela é uma droga psicoativa, ou seja, uma substância que age no cérebro, alterando as sensações, o estado emocional e o nível de consciência.
O QUE É O SISTEMA DE RECOMPENSA?
O sistema de recompensa é uma rede complexa de estruturas cerebrais que estão envolvidas na sensação de prazer e na motivação para buscar comportamentos que são considerados gratificantes ou recompensadores. Ele desempenha um papel fundamental em várias funções importantes, como aprendizado, motivação, tomada de decisão e regulação do humor.
As principais estruturas do sistema de recompensa incluem o núcleo accumbens, o córtex pré-frontal, o hipotálamo e a amígdala. Essas áreas cerebrais interagem entre si e com outras regiões do cérebro para processar estímulos prazerosos e coordenar respostas comportamentais a esses estímulos.
O sistema de recompensa é ativado por diversas fontes de prazer, como comida, atividades sociais e substâncias psicoativas. Nesse caso, a nicotina.
Uma crise de abstinência ocorre quando alguém que é dependente de uma substância (como drogas, álcool ou tabaco) para funcionar normalmente deixa de consumir essa substância de forma abrupta ou reduz significativamente a quantidade consumida. Essa interrupção repentina desencadeia uma série de sintomas físicos e psicológicos desagradáveis, que são uma reação do corpo à ausência da substância à qual se tornou dependente.
Os sintomas de uma crise de abstinência variam dependendo da substância envolvida, mas podem incluir ansiedade, irritabilidade, depressão, insônia, tremores, sudorese, náuseas, vômitos, dores musculares, convulsões e até mesmo alucinações ou delírios em casos mais graves.
A NICOTINA ATUALMENTE
Até uns anos atrás, muito se discutia sobre os efeitos do cigarro convencional, porém, nos últimos anos, os cigarros eletrônicos, também chamados de vapes, ou "pen drive", têm se tornado populares. Com um design contemporâneo e uma variedade de sabores mascarados por flavorizantes, esses produtos podem parecer uma alternativa atraente para quem quer ter uma escapatória sem ser o cigarro convencional. Em relação a comparação desses dois tipos de drogas, os dados são assustadores. Segundo o Departamento de Comunicação e Marketing da Unimed João Pessoa, enquanto o cigarro convencional tem 1 miligrama de nicotina por unidade, no eletrônico são 50 miligramas da substância [aquecida e em estágio líquido] por mililitro do líquido que está no produto. A pneumologista deste mesmo departamento, Eliauria Martins, relatou ao Blog Atualiza: “o uso do produto, que pode chegar aos pulmões a uma temperatura de até 350ºC, causa danos graves ao órgão, como queimaduras e intoxicações, chegando à necessidade de transplante. você inflama e lesiona as células pulmonares. Essa lesão pulmonar aguda grave eu já peguei em paciente de 15, 24 anos, sem doença nenhuma”.
Imagem: Jornal da USP
TRATAMENTO
O tratamento para vício de nicotina ou abstinência da mesma pode ser realizado baseado numa intervenção multidisciplinar, com psicólogo, psiquiatra, nutricionista, fisioterapeuta se o pulmão estiver muito desestabilizado e médico.
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Post criado por: Ana Beatriz Ferreira
REFERÊNCIAS
DA SILVA, M. T. B. et al. Álcool e nicotina. Revista Neurociências, v. 18, n. 4, p. 531–537, 31 mar. 2001.
MARKETING, U. J. P.-C. E. Blog Atualiza - Cigarro eletrônico tem até 50 vezes mais nicotina do que o convencional. Disponível em: <https://www.unimedjp.com.br/blogatualiza/post/cigarro-eletronico-tem-ate-50-vezes-mais-nicotina-do-que-o-convencional/170#:~:text=Enquanto%20o%20cigarro%20convencional%20tem>. Acesso em: 23 abr. 2024.
KASPARBAUER, A.-M. et al. Effects of nicotine and atomoxetine on brain function during response inhibition. European Neuropsychopharmacology, v. 29, n. 2, p. 235–246, 1 fev. 2019.
PLANETA, C. S.; CRUZ, F. C. Bases neurofisiológicas da dependência do tabaco. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), v. 32, n. 5, p. 251–258, 1 out. 2005.

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