PORQUE SENTIMOS O QUE SENTIMOS?


POR QUE SENTIMOS O QUE SENTIMOS?

FONTE: Época Negócios  (2021)

Na Psicologia, especialmente, segundo a abordagem comportamentalista,  emoções são eventos privados intimamente acessíveis somente ao indivíduo que se comporta. Conforme afirma Skinner, pai do Behaviorismo, a filosofia da Ciência da Análise do Comportamento, entender como as pessoas se sentem é frequentemente tão importante quanto compreender o que elas fazem. Por isso, convidamos vocês a aprender um pouco sobre esse tema tão relevante e comum no nosso dia a dia (XAVIER, 2019).

 

📌O QUE ACONTECE COM O NOSSO CÉREBRO QUANDO SENTIMOS?

FONTE: Quora (2023)

 

Mesmo que não se tenha uma definição precisa dos circuitos neuronais envolvidos no “sistema das emoções”, as emoções mais primitivas podem estar relacionadas a algumas vias e regiões do Sistema Nervoso. A seguir, serão pontuadas áreas neurais que participam da manifestação das emoções (ESPERIDIÃO et al., 2008).

😊Prazer e recompensa: são emoções ligadas ao “centro de recompensa” , o qual esta relacionado ao circuito do feixe prosencefálico medial e as conexões com o septo, a amígdala, tálamo e os gânglios da base.

😃Alegria: essa emoção pode ser uma resposta à identificação de expressões faciais de felicidade, imagens ou memórias agradáveis que geram a ativação dos gânglios basais, incluindo o estriado ventral e o putâmen. Os gânglios basais são ricos em inervação de neurônios dopaminérgicos do sistema mesolímbico e do sistema dopaminérgico do núcleo estriado ventral, os quais são responsáveis pela geração do prazer. 

😰Medo: essa emoção está relacionada à amígdala e ao hipotálamo. A amígdala é responsável pela detecção, geração e manutenção das emoções relacionadas ao medo, bem como pelo reconhecimento de expressões faciais de medo e coordenação de respostas apropriadas à ameaça e ao perigo.

😡Raiva: essa emoção está intimamente ligada ao hipotálamo posterior, que ativa sentimentos de agressividade, enquanto o telencéfalo auxilia  na inibição desse comportamento.

😞Tristeza: emoção relacionada a atividades dos giros occipitais inferior e medial, giro fusiforme, giro lingual, giros temporais póstero-medial e superior e amígdala dorsal, com participação do córtex pré-frontal dorsomedial. Exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET) revelam que a indução da tristeza passa por um trajeto, a saber: 1) à ativação de regiões límbicas;  2) desativação cortical; e 3) diminuição do metabolismo da glicose no córtex pré-frontal. 

 

📌E O QUE FAZER PARA REGULAR AS EMOÇÕES?

FONTE: ARGOS Psicologia

Pessoas sentem a necessidade de regular emoções quando estas são prejudiciais. Por isso, a regulação emocional pode ser intrínseca/intrapessoal ou extrínseca/ interpessoal, dependendo da estratégia utilizada (XAVIER, 2019).  Mas você pode estar se perguntando: quais comportamentos regulam as emoções? 

Não caberia nesse post, mas podemos elencar alguns mais usuais, como: controlar a respiração, encaminhar mensagens de texto para um amigo, sair para uma corrida, tomar uma bebida, ler um livro, morder os lábios, ou pensar sobre uma situação diferente, entre outros. Esse conjunto de estratégias tem o objetivo de influenciar a trajetória da emoção. Esse esforço se dá com a finalidade de não experienciar emoções aversivas ou inadequadas, a depender do contexto. Para isso, é extremamente importante entender a razão pela qual um indivíduo regula emoção e os ganhos que esse sujeito tem com esse processo. Existem inclusive profissionais de saúde mental que podem ajudá-lo nesse processo. Lembre-se: procurar ajuda é um ato de coragem e existem pessoas capacitadas para ajudar nesse processo. (XAVIER, 2019).

 

📌MOMENTO NEUROCULTURAL:

FONTE: Disney Brasil (2023)

No filme Divertida Mente, as emoções como alegria, medo, raiva, nojinho e tristeza são as protagonistas do enredo. Elas costumam atuar em situações cotidianas com base em memórias passadas, ou seja, são retomadas a partir dos estímulos das experiências e mudanças na vida da personagem Riley. Essa é aquela animação que te faz rir, chorar e se permitir experimentar diferentes emoções ao mesmo tempo. Vale a pena conferir!

📌E você, conta pra gente nos comentários… quais emoções você se permitiu viver hoje?

 

📌REFERÊNCIAS: 

ESPERIDIÃO, Antonio, V. et al. Neurobiologia das emoções. Archives of Clinical Psychiatry, São Paulo, v. 35(2), p. 55–65, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-60832008000200003. Acesso em: 03 out. 2023.

XAVIER,  Vinícius Pereira Pinto. EMOÇÃO, REGULAÇÃO EMOCIONAL E COMPORTAMENTO: ASPECTOS HISTÓRICOS, CONCEITUAIS E PRÁTICOS. Singular. Sociais e Humanidades, Palmas-TO, v. 1, n. 1, p. 31-39, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.33911/singularsh.v1i1.26. Acesso em: 03 out. 2023.

 

📌Gostou? Fique de olho que vem mais por aí. Acompanhe a gente no Instagram: @lamd_ufpr.

📌Post escrito por: Laís de Oliveira Silva.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Casos famosos que mudaram a história da Neurociência

Neurocientistas brasileiros

Inteligência Organóide: Aplicações, desafios e questões éticas