NEUROMODULAÇÃO: O TRATAMENTO QUE COMPROVA QUE INVESTIR EM ESTUDOS EM NEUROCIÊNCIAS É INVESTIR EM QUALIDADE DE VIDA

Recentemente, a LAMD contou com a participação do palestrante Derick Modena no Neuro em Pauta. Derick Modena é biomédico formado pela Universidade Federal de Alfenas-MG (CRBM - SP); neurofisiologia atuando com Monitorização Neurofisiológica Intra-Operatória (MNIO); especialista clínico em Neuromodulação, atendendo Neurocirurgias Funcionais para Distúrbios do Movimento e Dor Crônica e atuando como coordenador de residência biomédica pelo Centro de Neurologia de Campinas (CENEC).

FONTE: Instagram Derick Modena (2023)

Por ser um tema relevante e atual resolvemos falar um pouco sobre esse trabalho incrível que tem possibilitado a recuperação da qualidade de vida de pacientes acometidos por doenças crônicas, principalmente quando se trata dos casos de pacientes com Parkinson.

📌Você já ouviu falar sobre a Doença de Parkinson?

De forma breve, a Doença de Parkinson (DP) é caracterizada pelo Parkinsonismo, isto é, uma espécie de distúrbio do movimento que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) acomete cerca de 4 milhões de pessoas no mundo. O diagnóstico da DP ocorre através da realização da anamnese e exames neurológicos solicitados por profissionais da saúde e contempla alguns critérios, a exemplo da presença de acinesia (lentificação dos movimentos); rigidez; resistência ao movimento; tremor de repouso; instabilidade postural; dificuldade de marchar; prejuízos na coordenação motora fina, entre outros. A DP envolve, também, sintomas não motores, como: alterações de sono e memória, apatia, fatores que aumentam a vulnerabilidade ao desenvolvimento de transtornos mentais como depressão e ansiedade, bem como comprometem a qualidade de vida dos sujeitos (APA, 2014). 

FONTE: IBNeuro (2023)

O tratamento mais comum é de ordem farmacológica através de medicamentos que estimulem a produção de Levodopa; agonistas dopaminérgicos; inibidores da COMT; anticolinérgicos; inibidores da MAOB;  amantadina. Ou também, pode ocorrer de forma não farmacológica, aliando exercícios de fisioterapia, acompanhamento fonoaudiológico e terapias alternativas (APA, 2014). 

📌Mas qual a relação entre neuromodulação e a Doença de Parkinson?

FONTE: Instagram Derick Modena (2023)

É esse ponto que nos interessa! Pouco se fala, mas o tratamento da DP também pode ser cirúrgico. A neuromodulação nada mais é do que um procedimento cirúrgico de  estimulação cerebral profunda que consiste na estimulação de áreas profundas do cérebro humano (gânglios da base), por meio de um aparelho eletrônico implantado dentro do corpo que se liga a Eletrodos e dispara corrente elétrica que atravessam o cérebro, a fim de estimular os neurônios que foram deteriorados pela doença. Dessa forma, gerando os estímulos nas áreas cerebrais que foram prejudicadas pela doença, os prejuízos são atenuados. Evidencia-se portanto, que apesar de não trazer a cura para o Parkinson, a neuromodulação traz o alívio dos distúrbios motores. Ela possibilita, por exemplo, que um paciente com Parkinson consiga ter autonomia para segurar sua própria xícara de café, uma atividade básica e comum na vida de muitos, mas que para essas pessoas passa a ser desafiadora a partir do diagnóstico. Esse procedimento representa um avanço significativo e tem mobilizado estudos para tratamento de outras doenças neurodegenerativas, transtornos mentais e dores crônicas, comprovando cada vez mais que investir em pesquisas em neurociências é também investir em prevenção e promoção de saúde para a população (CUNHA; SIQUEIRA, 2020).


📌REFERÊNCIAS: 

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION – APA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. Porto Alegre: Artmed, 2014.

Cunha, J. M. da, & Siqueira, E. C. de. (2020). O papel da neurocirurgia na doença de Parkinson: revisão de literatura. Revista De Medicina, 99(1), 66-75. Disponível em:  https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i1p66-75.


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📌Post escrtito por: Laís de Oliveira Silva



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